quarta-feira, julho 18, 2007

O Não-saber


Sempre quis saber o porquê.

Sempre quis tentar entender.

Hoje o porquê já não interessa mais.

Perdeu sua razão razão de ser.

Deu lugar ao não-querer, não-ligar, ao não-saber.


A dúvida inquieta.

A ignorância conforta.

Dá à alma uma plenitude serena

Que só os alheios têm

Construo meu mundo sem saber, sem ligar,

Assim, sem querer.


Palavras levadas ao vento,

Perdem as letras, os acentos,

A pontuação.

Uma ou duas exclamações ainda teimam em pairar no ar

Expulsas pelo ponto final,

retomam enfim seu derradeiro bailar.


2 comentários:

Doug disse...

Gostei...to me sentindo assim...só a foto estragou =P

Fil Porto disse...

realmente a ignorâncias as vezes é de um saber fantástico...ta boa essa tb..vc está cada vez melhor..

Quem sou eu

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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Bacharel em Letras-Português Inglês pela UFRJ - Jornalista formada pela UNESA. Por mim mesma (26/07/2007) Não sei desenhar. Não vejo novela. Não sei quem é a atriz do momento. Como a nêga, nunca fui à Bahia não. Nem quero ir. Não gosto de mate. Não faço pilates. Nem ioga. Odeio Paulo Coelho. Abomino Jabour e Mainardi. Não queria morar numa cabana. Não queria ter um iate. Queria ter menos preguiça. Queria ter menos vontade. Queria tocar piano. Queria cantar. Bem alto. Queria ler todos os livros bons. Queria ler a alma, dos maus. Queria comer chocolate e não engordar. Rir na hora de calar. Queria ter mais amigos verdadeiros Queria ter menos amores vãos. Queria ter poderes mágicos. De parar o tempo. De fazer voltar as horas. Queria ter mais vidas Pra caber tudo Que eu queria ser.